Quebrando o protocolo da preguiça carioca, a Gávea acordou cedo, em plena manhã chuvosa de sábado, para soltar fogos e gritos. Vozes vibrantes, em maioria masculinas, orgulhosas de nossas meninas de ouro, ecoaram pelos prédios, agitando a cachorrada. Um alarde que tentava atravessar o globo e chegar até Pequim. Até os ouvidos de uma seleção que jogou com a alma, espalmou um passado dramático e cravou uma vitória que já tardava a acontecer.
E no lugar das comemorações embriagadas e cambalhotantes, regadas a álcool e salgadinhos, um café da manhã tranquilo, em companhia da família e do bicho de estimação. Uma vitória com cheiro e sabor de pão quentinho. Com direito a um sonho dourado de sobremesa, que não se encontra em padaria.
Parabéns, seleção feminina de volêi.
( Tinha que extravazar meu patriotismo tolo de Olímpiada, que tem tirado meu sono e molhado meus pijamas de lágrimas. )